No meu quintal tem uma horta onde mora uma margarida
No meu quintal tem uma grande arvore onde mora um duende
No meu quintal não tem grama
No meu quintal tem barro quando chove
No meu quintal tem um monte de sucatas onde mora alguém sem coração
No meu quintal tem Flores onde moram as Fadas
No meu quintal mora um Dragão
No meu quintal tem abelhas e pássaros que falam comigo
No final do meu quintal
Existe uma casa
Mas eu não sei quem mora lá
terça-feira, dezembro 08, 2009
sexta-feira, outubro 16, 2009
Buzinas
Buzinam e buzinam e as sirenes não cessam!
O barulho perturba o meu sono e os meus sonhos!
As luzes não param de girar em volta do meu corpo
E as palavras de "pare!" gritam nos altos falantes e nos mega fones
A onde está a velha musica que era pra dentro
E o canto dos pássaros que é de dentro pra fora
Como tem que ser, pois não poderia fazer diferente
Mas não! Insistem nas buzinas e nas sirenes!
Apelam para nossas famílias
E nosso sangue do dia-a-dia!
Vestem Satã com as roupas de um Deus morto
Na até então calada da noite
Os gritos de alerta gritam na cabeça de todos
"É CADA UM POR SI!"
E o toque de recolher vem cedo
No primeiro tapa sacana do médico viciado
E entrega com as mãos mais limpas que a consciência do mundo
Um recém nascido nos braços de uma mãe em torpor
É proibido buzinar nos hospitais
Mas até lá já são buzinas de mais
E o ruído do mundo permanece
Mesmo em todo aquele silencio surdo
O barulho perturba o meu sono e os meus sonhos!
As luzes não param de girar em volta do meu corpo
E as palavras de "pare!" gritam nos altos falantes e nos mega fones
A onde está a velha musica que era pra dentro
E o canto dos pássaros que é de dentro pra fora
Como tem que ser, pois não poderia fazer diferente
Mas não! Insistem nas buzinas e nas sirenes!
Apelam para nossas famílias
E nosso sangue do dia-a-dia!
Vestem Satã com as roupas de um Deus morto
Na até então calada da noite
Os gritos de alerta gritam na cabeça de todos
"É CADA UM POR SI!"
E o toque de recolher vem cedo
No primeiro tapa sacana do médico viciado
E entrega com as mãos mais limpas que a consciência do mundo
Um recém nascido nos braços de uma mãe em torpor
É proibido buzinar nos hospitais
Mas até lá já são buzinas de mais
E o ruído do mundo permanece
Mesmo em todo aquele silencio surdo
terça-feira, setembro 01, 2009
Enquanto isso...
Parece que as coisas estão diferentes
Um pouco de tudo e mais um tanto de nada
O ar da noite está esquentando
A luz da lua esta brilhando mais forte
O vento sopra com um sorriso de Maquiavel
E a chuva molha como um abraço de Sade
Os pés pisam pesado
Naquele mesmo chão de asfalto
Lembra?
Esquece
La de cima elas olham
Dos becos sussurros
Chamam baixinho
Não HA como evitar
Um Cheiro salgado de pele e suor
Como um doce que a saliva derrete
Na boca no queixo
Pelo pescoço
E o caminho que segue
São insinuações de fome
Que não cabe na boca
E come com os cantos dos olhos
E observa com as mãos
Com o espírito vestido de vermelho
E a moça com copas nas mãos
Só sobra então
Paus
As coisas estão mesmo diferentes
o corriqueiro caiu no mundo
Sentiram algo em suas calças
E o chamaram de Herói
O bueiro, soturno
Gargareja gargalhadas
Altas que saem de todas as bocas
Cheias de línguas e dentes
Põe o óculos
La vem o sol
La vem de novo
La vem à sobriedade e a ressaca
La vem, não tem como fugir
Ta tudo dentro da cabeça
Tudo foi posto lá propositalmente
Mas o Pudor, não tem.
Nem deve
Nada a ninguém
O espelho é problema de cada um
Saca?
Um pouco de tudo e mais um tanto de nada
O ar da noite está esquentando
A luz da lua esta brilhando mais forte
O vento sopra com um sorriso de Maquiavel
E a chuva molha como um abraço de Sade
Os pés pisam pesado
Naquele mesmo chão de asfalto
Lembra?
Esquece
La de cima elas olham
Dos becos sussurros
Chamam baixinho
Não HA como evitar
Um Cheiro salgado de pele e suor
Como um doce que a saliva derrete
Na boca no queixo
Pelo pescoço
E o caminho que segue
São insinuações de fome
Que não cabe na boca
E come com os cantos dos olhos
E observa com as mãos
Com o espírito vestido de vermelho
E a moça com copas nas mãos
Só sobra então
Paus
As coisas estão mesmo diferentes
o corriqueiro caiu no mundo
Sentiram algo em suas calças
E o chamaram de Herói
O bueiro, soturno
Gargareja gargalhadas
Altas que saem de todas as bocas
Cheias de línguas e dentes
Põe o óculos
La vem o sol
La vem de novo
La vem à sobriedade e a ressaca
La vem, não tem como fugir
Ta tudo dentro da cabeça
Tudo foi posto lá propositalmente
Mas o Pudor, não tem.
Nem deve
Nada a ninguém
O espelho é problema de cada um
Saca?
quinta-feira, agosto 20, 2009
Devoto Tempo
Eu devoro o tempo
Tenho fome, tenho pressa
Meu alimento
Meu devoto tempo
Escorre-me horas
Pelas mãos
Limpo os dias
Na toalha da mesa
Sabor de fruta
De maquina
Gosto de duvida
Sabor de dor
Eu descasco o minuto
Segundo por segundo
Milésimos pelo corpo
E o tempo que levo
Enquanto rumino o tempo
É o tempo que leva
Para ele
Devorar-me por dentro.
Tenho fome, tenho pressa
Meu alimento
Meu devoto tempo
Escorre-me horas
Pelas mãos
Limpo os dias
Na toalha da mesa
Sabor de fruta
De maquina
Gosto de duvida
Sabor de dor
Eu descasco o minuto
Segundo por segundo
Milésimos pelo corpo
E o tempo que levo
Enquanto rumino o tempo
É o tempo que leva
Para ele
Devorar-me por dentro.
quinta-feira, julho 16, 2009
Musas no chão de Asfalto
Quem dera ter-me calado
Naquela hora
No passado
Quando declamei palavras
Que caíram no chão
Então a imagem das musas
Surgiram
Despejando
Por meio de beijos e lábios
As palavras
De volta para minha boca
Crua
Senti-me inebriado
Pelo gosto do vinho
Excitado
Pelo suave enlace
Da musa
Nua
Recitei o poema em voz alta
Sem medo do meu coração
Escorrer pelos olhos
Quando parei
Não havia mais ninguém
De noite o mundo muda
As pessoas mudam
Disse a Musa
Fiquei assim
Em silêncio sem saber
Como respirar
Pois era noite
E já não era o mesmo
E logo ali no bar
Disse-me a Musa
O mundo muda
E quando saímos do lugar
Sempre se deixa algo pra trás
E se leva algo consigo
Como um sorriso
Junto de uma espécie de Saudosismo
Peguei-me desconcertado
Pelo meu estado de espírito
Não sabia se era loucura
Ou se realmente tudo aquilo
Fazia algum Sentido
Foram-se as musas
Entre os prédios
Altos do mundo fogo
Pelas ruas de asfalto gelado
No céu negro onde
Lá no alto
Um planeta desponta
Quando voltei a mim
Estava parado e só
Olhava admirado
O céu
Com cigarro, conhaque e só
Contemplando
Vênus
E nada mais importava.
Apenas.
Vênus
Naquela hora
No passado
Quando declamei palavras
Que caíram no chão
Então a imagem das musas
Surgiram
Despejando
Por meio de beijos e lábios
As palavras
De volta para minha boca
Crua
Senti-me inebriado
Pelo gosto do vinho
Excitado
Pelo suave enlace
Da musa
Nua
Recitei o poema em voz alta
Sem medo do meu coração
Escorrer pelos olhos
Quando parei
Não havia mais ninguém
De noite o mundo muda
As pessoas mudam
Disse a Musa
Fiquei assim
Em silêncio sem saber
Como respirar
Pois era noite
E já não era o mesmo
E logo ali no bar
Disse-me a Musa
O mundo muda
E quando saímos do lugar
Sempre se deixa algo pra trás
E se leva algo consigo
Como um sorriso
Junto de uma espécie de Saudosismo
Peguei-me desconcertado
Pelo meu estado de espírito
Não sabia se era loucura
Ou se realmente tudo aquilo
Fazia algum Sentido
Foram-se as musas
Entre os prédios
Altos do mundo fogo
Pelas ruas de asfalto gelado
No céu negro onde
Lá no alto
Um planeta desponta
Quando voltei a mim
Estava parado e só
Olhava admirado
O céu
Com cigarro, conhaque e só
Contemplando
Vênus
E nada mais importava.
Apenas.
Vênus
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