Antes que a vida
Seja breve
Um dia
Mais breve
Ainda
Que seja tarde
Ou uma noite
Sem luar
Antes que o todo acabe;
Torne-se escasso
Um dia
Nunca acabar
Quer seja a paz
Vinho
ou poesia.
sexta-feira, junho 08, 2012
terça-feira, junho 05, 2012
"Ali e nada é a mesma coisa"
Andava na estreita calçada com um olhar distante e um sorriso torto no rosto.
Ouvia tudo mas era surdo;Enxergava mas não via nada
Sentia o odor, mas não importava.
Com cuidado, embrenhava entre as pessoas para poder passar e mesmo em contato com a realidade, não percebia o toque.
E assim continuou pela estreita calçada até enfrentar a fronteira com a rua.
Atravessou na mesma condição,alguns diriam, alienada.
Seguiu até sua casa. O tempo trouxe lhe imensas olheiras. Sua pele ficou pálida e ressecada.
No entanto, tinha se passado apenas seis meses.
As pessoas mais próximas, não sabiam o que estava acontecendo. Em um ano, tornou-se velho de mais para fazer a maioria das coisas que as pessoas de sua idade faziam.
A única coisa que permanecia, era o olhar distante, meio alienado e um sorriso torto.
Em dois anos, tornou-se um senhor debilitado aparentando uma idade muito avançada.
Foi então que sentiu a primeira coisa em sua vida. Sentiu que iria partir.
E neste momento, pouco antes de morrer, toda a time line do facebook passou diante seus olhos.
Ouvia tudo mas era surdo;Enxergava mas não via nada
Sentia o odor, mas não importava.
Com cuidado, embrenhava entre as pessoas para poder passar e mesmo em contato com a realidade, não percebia o toque.
E assim continuou pela estreita calçada até enfrentar a fronteira com a rua.
Atravessou na mesma condição,alguns diriam, alienada.
Seguiu até sua casa. O tempo trouxe lhe imensas olheiras. Sua pele ficou pálida e ressecada.
No entanto, tinha se passado apenas seis meses.
As pessoas mais próximas, não sabiam o que estava acontecendo. Em um ano, tornou-se velho de mais para fazer a maioria das coisas que as pessoas de sua idade faziam.
A única coisa que permanecia, era o olhar distante, meio alienado e um sorriso torto.
Em dois anos, tornou-se um senhor debilitado aparentando uma idade muito avançada.
Foi então que sentiu a primeira coisa em sua vida. Sentiu que iria partir.
E neste momento, pouco antes de morrer, toda a time line do facebook passou diante seus olhos.
quinta-feira, março 29, 2012
Eu Salto
Aqui tem um pouco de tudo
Tem crença e descrença
Quem para e avança
Compra-se ouro
Vendem-se almas
Trocam-se olhares
Gente sentada em baixo das arvores
Dormindo no esgoto ou
Em prédios absurdos
Condomínios de luxo
Na fronteira com favelas desmedidas
Tem amor pra quem ama
E ódio ninguém nega também.
Grito, melodia, ruído
Canto do pássaro e do moribundo
Felicidade e tristeza
Idéias, culturas borbulhando
Há vida por todo lugar
Pra quem se importa com tudo
E pra quem só olha para o próprio pé
Tem também.
Gente muda, cega
Sem braço e sem perna
Há a safadinha noturna 17
Que lhe faz de tudo
Pra garantir um dinheiro
Antes do final do mundo
Gente inteligente de pensamentos mil
Outras tantas que mil são as preocupações
Indigente sorrindo indiferente
De baixo do teto feito de via duto
Milagre e Luto
Morte e vida
Serve para quem só se faz chorar
Mas tem espaço para o sorriso
Há ousadia, dança, abuso
Rebeldia, restos e susto
Tem um monte de migalhas para os pombos
E nada de migalhas de pombos para tanta gente
Tem rato, aranha, pássaro branco e escuro
Até urubu pintado de verde
Em cima do muro.
Arranha o céu nublado
Arrasta a pele no banco de praça
Vastas ruas ligadas
Ligando as rosas dos ventos sujos
Tem helicóptero, avião, carro
Sapato bicicleta e descaso
Ar imundo, seco, úmido
É a terra de quem não ama
Mas também a terra de todo amor do mundo
Um paradoxo
Do microcosmo do pão com café
Na padaria do seu Julio
Arte e inflamação
Mentira e Verdade
Superficial, profundo
Eu paro:
Reluto
E com tudo eu salto
Nestas multireflexões
São Paulo.
Tem crença e descrença
Quem para e avança
Compra-se ouro
Vendem-se almas
Trocam-se olhares
Gente sentada em baixo das arvores
Dormindo no esgoto ou
Em prédios absurdos
Condomínios de luxo
Na fronteira com favelas desmedidas
Tem amor pra quem ama
E ódio ninguém nega também.
Grito, melodia, ruído
Canto do pássaro e do moribundo
Felicidade e tristeza
Idéias, culturas borbulhando
Há vida por todo lugar
Pra quem se importa com tudo
E pra quem só olha para o próprio pé
Tem também.
Gente muda, cega
Sem braço e sem perna
Há a safadinha noturna 17
Que lhe faz de tudo
Pra garantir um dinheiro
Antes do final do mundo
Gente inteligente de pensamentos mil
Outras tantas que mil são as preocupações
Indigente sorrindo indiferente
De baixo do teto feito de via duto
Milagre e Luto
Morte e vida
Serve para quem só se faz chorar
Mas tem espaço para o sorriso
Há ousadia, dança, abuso
Rebeldia, restos e susto
Tem um monte de migalhas para os pombos
E nada de migalhas de pombos para tanta gente
Tem rato, aranha, pássaro branco e escuro
Até urubu pintado de verde
Em cima do muro.
Arranha o céu nublado
Arrasta a pele no banco de praça
Vastas ruas ligadas
Ligando as rosas dos ventos sujos
Tem helicóptero, avião, carro
Sapato bicicleta e descaso
Ar imundo, seco, úmido
É a terra de quem não ama
Mas também a terra de todo amor do mundo
Um paradoxo
Do microcosmo do pão com café
Na padaria do seu Julio
Arte e inflamação
Mentira e Verdade
Superficial, profundo
Eu paro:
Reluto
E com tudo eu salto
Nestas multireflexões
São Paulo.
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Miragem de nós IV
Sempre houve um fator desconhecido,tanto que
quando saímos aquele dia
Ela ficou muda
Sentou na mesa e só depois do segundo copo de cerveja
Começou a falar
Falava amenidades, coisas sobre o clima, os carros passando,
o cabelo engraçado de alguém...
Eram palavras soltas, que, por mais que fossem aparentemente banais, omitia algo;
Um contexto perturbado.
Sua mão atravessou a pequena mesa de plastico
E repousou em cima da minha.
Segurou firme por um momento,
Depois relaxou.
Propôs uma bebida mais forte,
Aquela seria uma longa noite
quando saímos aquele dia
Ela ficou muda
Sentou na mesa e só depois do segundo copo de cerveja
Começou a falar
Falava amenidades, coisas sobre o clima, os carros passando,
o cabelo engraçado de alguém...
Eram palavras soltas, que, por mais que fossem aparentemente banais, omitia algo;
Um contexto perturbado.
Sua mão atravessou a pequena mesa de plastico
E repousou em cima da minha.
Segurou firme por um momento,
Depois relaxou.
Propôs uma bebida mais forte,
Aquela seria uma longa noite
terça-feira, janeiro 10, 2012
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