Naquele momento me assombrou imensa solidão. No frio, na apatia que o cigarro me trouxe, na distancia de tudo.
O quarto, não era mais o mesmo, deixou de ser quente e confortável, e descobri que na verdade nunca o foi, o queria assim então assim o era.
Em silencio comigo, sem possibilidades de gritar ou falar, encarei-me em linhas, musicas, poesias, contos e pensamentos.
O gosto forte do tabaco em minha boca, e o odor de antigo e frio do meu quarto.
Choquei-me.
Realidades se puseram em minha mente durante o tempo ali. Compreensão e absoluta idealização de um mundo que não pertence a ninguém. Onde todas as dores já foram sentidas, todos os pecados descobertos e cometidos, e devidamente administrados perante uma lei, totalmente bizarra, deturpada insípida e dolorosa.
Me senti distante e próximo do ser humano. Identifiquei-me com seu lado mais nefando e com o seu lado mais afável, curioso e criador.
Um aglomerado de intelectos afiados e tantos outros desprezíveis, irrisórios, tendo como algum consolo apenas o fato de poderem, talvez, amar.
Por mais que eu tenta-se retirar alguma lição do mundo, e que quiser-se me separar dele e de seu povo, me vi então, humano e tão glorioso e pecaminoso quanto.
Me vi santo e padre, solidário, o trabalhador honesto, uma mãe que ama, e o pai que protege o filho amado, apaguei chamas e salvei pessoas, Prendi os assassinos, ensinei crianças e vi-me morto, com uma família em torno de mim, e sabia que nunca me esqueceriam.
Em contrapartida, Me vi como o assassino, o ladrão, o marido e pai bêbado, a mãe cruel, o depravado, o marginal imundo, indigente jogado, o delinqüente chorando de noite sem saber que o que sente é amor e culpa. Coisas que ninguém disse pra ele o que era.Vi-me sem vida novamente, mas agora sem família, jogado ao chão como estatística de mortos de frio.
Vaguei pelas cidades como o cão sujo e fui atropelado sem dó, fui caçado pelas florestas com caçadores atrás de minha pele, cai em solo sem vida como um pássaro. Devoraram todas as partes do meu corpo em um restaurante. Fui a natureza devastada e queimada, marcada a ferro por trilhos, abriram em mim cicatrizes de caminhos humanos.
Mas então voei também como um pássaro livre sobre as cristas das montanhas, passei por serenos riachos tranqüilos como um peixe. De longe protegi minha família como um leão deitado sobre uma arvore. Como rio, deslizei do alto de uma montanha formando cachoeiras. E como mar, recebi todas os rios do mundo em meu corpo.
Fui Gaia, linda e frutífera para com todos e tudo.
Diante da fração de um todo, e de sentimentos cruéis e lindos, delicadamente egoísta.
Me vi feio, porém, bonito a meu modo.
Somos todos apenas, um só, em tudo, em uma fração de presente.
Agora.
Poderei chorar com seus olhos e com lágrimas dele. Mesmo sendo a minha face.
Posso chorar com orgulho de uma culpa pecaminosa da humanidade e alegrar-me com orgulho de atos dignos de um ser.... De um ser...
Paro de escrever por algum momento e olho a luz de sol pálido, que entra pela janela e que ilumina a ponta de meu caderno, sorrio com os olhos. O quarto se torna uma esfera. O mundo fica em preto e branco e explode em cores, em tons de passado e futuro. O quarto torna a ficar confortável e quente. Então, concluo:
Posso chorar com orgulho de uma culpa pecaminosa da humanidade e alegrar-me com orgulho de atos dignos de um ser... Mutável.
quarta-feira, julho 18, 2007
Analise do sistema e do Zôo Humano. Parte II
Um cafezinho fumegante, em um barzinho de esquina.
O frio considerável, Assopro em minhas mãos uma gorda e lenta quantia de ar, agora visível pelo frio.
O prédio que envolve o local é cinza e feio, mas, bonito ao seu modo. Vidas complexas divididas por paredes finas de concreto.
Às vezes acordo com berros do quarto ao lado, um casal difícil imagino. As camareiras se fazem de invisíveis o dia todo, aposto que assim foram treinadas, de vez em quando as olho com cara de viajante esperto e conquistador, não espero nada, mas me divirto. Elas também, pois sorriem como meninas, não funcionárias. Talvez estivessem acostumadas com isso também, ficava então subentendido.
Já, praticamente, não tenho mais casa. Desprendi-me do mundo confortável e seguro que todos chamam de lar.Estou quase escondido, degustando um mundo como deve ser. Misturei-me com a multidão. Ainda recebo alguns olhares intrigados, mas sei que não sou eu, são eles.
O Grande e feio prédio cinza e bonito ao seu modo, é paisagem de minha janela, com roupas penduras nas janelas dos apartamentos como varais improvisados, são como pequenas cavernas nas montanhas, refúgios sagrados para seus moradores. Por falta de espaço, casas construídas umas em cima das outras.
E eu aqui, em uma gaveta alugada. Essa agora é a minha realidade.
O dia está pálido, não dourado como nos dias de sol, mas branco, como nos filmes antigos.
Nas noites que vaguei, e nas sirenes e carros que escutei do meu quarto melancólico. Noite e dias, e os quartos e as ruas, as casas, as pontes, os lixões os becos, as guias de uma calçada, os prédios em construção, escondem, por traz de um confortável lar em algum bom bairro, uma realidade que os seres humanos não buscam entender.
Escondem mendigos bêbados vagando com a dor que ninguém nunca entendera, crianças chorando de fome, sirenes malucas vagando em assistência em algum acidente ou roubo, casais se depravando, pais bêbados, mães distantes e cruéis, animais mortos, crianças com frio, pessoas trabalhando, delinqüência, drogas e armas. Morte.
Choros angustiados que o mundo finge não escutar. Pessoas encolhidas em jornais milagrosamente dormindo, sonhando com algo que não sabem que também pertence a elas. Pelo menos o sonho ainda lhe é permitido.
Isso tudo é feio. Mas bonito ao seu modo.Como o prédio que enfeita a paisagem do meu quarto.
-Seres humanos, vocês são todos da mesma espécie.
Aos poucos vou afastando a visão, como que se estivesse subindo. Vejo a pensão onde estou logo um pouco mais afastado, vejo junto, a minha pensão e o prédio cinza e a avenida, então vejo todo centro e em seguida toda a cidade. Indo mais longe, subindo e se afastando mais, tudo vai se tornando pontinhos luminosos amarelos dos postes, e brancos se movimentando sendo estes dos carros, vejo assim o estado, os estados próximos, o pais, o continente e por fim, o planeta terra.
Pronto, essa visão azul do mundo, aonde se esconde o feio, porém bonito a seu modo. Aqui no universo a terra e os seres humanos são tão frágeis...
Quase nada... Seres complexos por poderem e por não sofrer.
Mal eles sabem que possuem todo um mundo em suas mãos, que possuem todo um universo, que são capazes de criar deuses e crenças, que são deuses e demônios. Possuem o pecado e o perdão. Tudo então, se mantém em suas lembranças.
E assim como é, estão fazendo do planeta, sua imagem e semelhança.
O prédio que envolve o local é cinza e feio, mas, bonito ao seu modo. Vidas complexas divididas por paredes finas de concreto.
Às vezes acordo com berros do quarto ao lado, um casal difícil imagino. As camareiras se fazem de invisíveis o dia todo, aposto que assim foram treinadas, de vez em quando as olho com cara de viajante esperto e conquistador, não espero nada, mas me divirto. Elas também, pois sorriem como meninas, não funcionárias. Talvez estivessem acostumadas com isso também, ficava então subentendido.
Já, praticamente, não tenho mais casa. Desprendi-me do mundo confortável e seguro que todos chamam de lar.Estou quase escondido, degustando um mundo como deve ser. Misturei-me com a multidão. Ainda recebo alguns olhares intrigados, mas sei que não sou eu, são eles.
O Grande e feio prédio cinza e bonito ao seu modo, é paisagem de minha janela, com roupas penduras nas janelas dos apartamentos como varais improvisados, são como pequenas cavernas nas montanhas, refúgios sagrados para seus moradores. Por falta de espaço, casas construídas umas em cima das outras.
E eu aqui, em uma gaveta alugada. Essa agora é a minha realidade.
O dia está pálido, não dourado como nos dias de sol, mas branco, como nos filmes antigos.
Nas noites que vaguei, e nas sirenes e carros que escutei do meu quarto melancólico. Noite e dias, e os quartos e as ruas, as casas, as pontes, os lixões os becos, as guias de uma calçada, os prédios em construção, escondem, por traz de um confortável lar em algum bom bairro, uma realidade que os seres humanos não buscam entender.
Escondem mendigos bêbados vagando com a dor que ninguém nunca entendera, crianças chorando de fome, sirenes malucas vagando em assistência em algum acidente ou roubo, casais se depravando, pais bêbados, mães distantes e cruéis, animais mortos, crianças com frio, pessoas trabalhando, delinqüência, drogas e armas. Morte.
Choros angustiados que o mundo finge não escutar. Pessoas encolhidas em jornais milagrosamente dormindo, sonhando com algo que não sabem que também pertence a elas. Pelo menos o sonho ainda lhe é permitido.
Isso tudo é feio. Mas bonito ao seu modo.Como o prédio que enfeita a paisagem do meu quarto.
-Seres humanos, vocês são todos da mesma espécie.
Aos poucos vou afastando a visão, como que se estivesse subindo. Vejo a pensão onde estou logo um pouco mais afastado, vejo junto, a minha pensão e o prédio cinza e a avenida, então vejo todo centro e em seguida toda a cidade. Indo mais longe, subindo e se afastando mais, tudo vai se tornando pontinhos luminosos amarelos dos postes, e brancos se movimentando sendo estes dos carros, vejo assim o estado, os estados próximos, o pais, o continente e por fim, o planeta terra.
Pronto, essa visão azul do mundo, aonde se esconde o feio, porém bonito a seu modo. Aqui no universo a terra e os seres humanos são tão frágeis...
Quase nada... Seres complexos por poderem e por não sofrer.
Mal eles sabem que possuem todo um mundo em suas mãos, que possuem todo um universo, que são capazes de criar deuses e crenças, que são deuses e demônios. Possuem o pecado e o perdão. Tudo então, se mantém em suas lembranças.
E assim como é, estão fazendo do planeta, sua imagem e semelhança.
Analise do sistema e do Zôo Humano. Parte I
Enquanto pessoas se movem confortavelmente em carros confortáveis, homens da mesma raça empurram suas carroças no frio, rua acima.
Única espécie onde mesmo sendo totalmente iguais, se diferenciam por: classe, cor, dinheiro, roupas e enfim.
O pobre é um animal da mesma família que os ricos, assim deixam claro. Andando de trem, esse trem que desliza calmo pelas cicatrizes metálicas na natureza, o homem tenta ver o bicho em seu estado mais natural, em contrapartida os bichos estão cagando para o homem.
E é ai que eles próprios se dividem, eles da mesma espécie, estão divididos em: Econômicos, Turísticos, Ricos, Luxuosos. Para o bicho é tudo a mesma merda.
Para os seres humanos os bichos devem aparecer para as crianças, adultos e velhinhos. Assim eles os podem apreciar, e se orgulhar de serem vistos pelos animais.
È, o ser humano é intrigante. Organiza-se do mesmo modo que organizo um quarto imundo de pensão.
Dobro umas roupas, jogo umas por ali, organizo a escrivaninha e parto, pois as camareiras arrumarão à cama, ou seja.
Eles, os seres humanos, se organizam, se sinalizam, se dividem, e tentam não perceber a bagunça que isso causa e esconde. E partem, pois há sempre alguém para arrumar alguma coisa. Eles escolhem um governante, pagam impostos e ponto. Se algo sair errado a culpa não é deles.
Única espécie onde mesmo sendo totalmente iguais, se diferenciam por: classe, cor, dinheiro, roupas e enfim.
O pobre é um animal da mesma família que os ricos, assim deixam claro. Andando de trem, esse trem que desliza calmo pelas cicatrizes metálicas na natureza, o homem tenta ver o bicho em seu estado mais natural, em contrapartida os bichos estão cagando para o homem.
E é ai que eles próprios se dividem, eles da mesma espécie, estão divididos em: Econômicos, Turísticos, Ricos, Luxuosos. Para o bicho é tudo a mesma merda.
Para os seres humanos os bichos devem aparecer para as crianças, adultos e velhinhos. Assim eles os podem apreciar, e se orgulhar de serem vistos pelos animais.
È, o ser humano é intrigante. Organiza-se do mesmo modo que organizo um quarto imundo de pensão.
Dobro umas roupas, jogo umas por ali, organizo a escrivaninha e parto, pois as camareiras arrumarão à cama, ou seja.
Eles, os seres humanos, se organizam, se sinalizam, se dividem, e tentam não perceber a bagunça que isso causa e esconde. E partem, pois há sempre alguém para arrumar alguma coisa. Eles escolhem um governante, pagam impostos e ponto. Se algo sair errado a culpa não é deles.
segunda-feira, junho 11, 2007
Culpado
Onde eu estou?Procurando algo talvez, que não exista.
É um mundo difícil admito.
Onde está você?
Talvez quando eu me encontrar, eu te ache, bem ali, com olhos de verão.
Uma única cartada, jogo rápido. Uma decisão não pense.
“Pense rápido” e lhe atiram a verdade em você.
Nem pensa. Pega ou desvia, se não, explode na sua cara.
Diga-me algo, hei “Eu”, me diga algo, que eu possa dormir.
Poder encostar a cabeça no travesseiro, com um singelo sorriso no rosto.
O mundo pede algo, que devemos retrucar.
Olho por olho e o mundo acabara apaixonado
Cafona, ok.
(uma menina já me fez ser cafona)
Das duas opções a terceira.
Não sou novo nem velho, e quem é?
Quem diz que é, menti.
Você vai morrer, já parou pra pensar?Você vai morrer!
Não é estranho?
Sempre que deixam tudo pra depois, fica tarde demais.
Tarde de mais, agora você morre. “Bum”!
[Brincadeira, não é tão triste assim.]
Algumas conversas criadas em minha mente
Que talvez nunca existam.
[Desculpe só me dei ao luxo de sonhar.]
Vem pra cá, sente-se aqui, tenho algo pra escutar.
Cadê aquele reflexo que deixa cego? Cadê a luz fraca que ilumina a pena?
Isso não é uma poesia.
Odeio poesia. Assim como todos odeiam comer quando está com fome.
Assim como amo a ironia.
Do mesmo jeito que você odiava isso em mim.
E vai odiar.
Equilíbrio.
O leite derramou em cima da mesa, o suco caiu no chão.
Eu derrubei, sem querer, palavras em meu caderno.
Derramei musica no violão.
Deixei escorrer lagrimas do seu rosto
No meu rosto.
Agora ok... Ok?
Quando eu irei te ver?Estou louco para o próximo ônibus.
E correr para os teus braços.
Aquele beijo que outrora teórico
agora praticamente, perfeito.
Sorrisos, suspiros, amparos.
Despedida.
Agora aqui.
Quem não vê detalhes bons.
Morre de tristeza com o mundo.
Mas quem liga? Se ligar, muda o canal.
Não me dei ao luxo de pensar.
Afinal, tudo já ta descoberto, passando frio.
Descoberto, bem gravado em um livro com boas letras.
Olhem para ele!Vamos rir com ele, Dele!
Vamos rir desse espelho que nos rebate faces
Sorridente, forçadas ao desespero.
Não.
Você esteve aqui o tempo todo
E só agora te amo
E só amanhã talvez não te ame.
E quando faltou nos seus deveres para me ver
Agora falta no meu dever
Nem liguei, mas a poesia sim.
Quem sabe na próxima então?
Eu sou um cara tranqüilo, não sou?
FALA QUE EU SOU PORRA!
....
E esse meu solvente vital?Que descolore vidas nossas?
Deixou-me em contato com um mundo cinza.
E você com essa paleta e boina vital?
Pincel... Cor.
Tango, e amor...
Vinho e você
Sirenes e citaras
Pegou-me!
E se foi...
Mas me divirto com suas lembranças
Quem eu quero enganar?
Eu nunca mais te esqueço
Coitado do sapinho.
Quem eu quero enganar?
Já sei, mas não digo, assim como não consigo.
Vale a pena citar amor, perto da guerra da fome?
Violência e morte?
Tristeza.
Sim, vale a pena. Vale a pena que toca o papel.
Sem distinção. Sou poeta, louco e boêmio.
Guardo tudo dentro de um largo campo aberto
Assim como algumas feridas.
Olá beija-dor do norte.
O que quero mesmo dizer, a quem seja.
Desde fantasma até santos
Deles até aqueles
Para mim e pra você
É o seguinte:
È o seguinte, não o agora.
Mas já que vivemos de passado.
Tanto faz...
T-a-n-to-F-a-z!
Poderia escrever até a ultima folha no mundo, até o ultimo carvão.
Pedaço de tijolo que seja, enfim, até a ultima maneira de escrever.
E ainda, não terminaria.
Mas é tão simples, assim, pensar em alguém.
Correr sem ponto de chegada.
No meio de algum caminho, simplesmente, fazer uma curva e voltar.
Voltar pra nenhum lugar. O lugar erroneamente correto.
Talvez a vida me abale
E eu não tenha tempo de mostrar algum final.
A não ser o final da minha vida.
Pois, eu realmente não tenho tempo, ele que me tem.
Ele tem tudo. E é ele quem mostra o final de tudo.
Até de si próprio, criando assim, o eterno em risca de giz.
Tudo acaba, quando não se pode mais.
E, claro, como posso escrever até o fim.
Podemos tudo, repito TUDO!
Até.
Nascer.
Sem culpa.
Sem...
C. U. L. P. A...
É um mundo difícil admito.
Onde está você?
Talvez quando eu me encontrar, eu te ache, bem ali, com olhos de verão.
Uma única cartada, jogo rápido. Uma decisão não pense.
“Pense rápido” e lhe atiram a verdade em você.
Nem pensa. Pega ou desvia, se não, explode na sua cara.
Diga-me algo, hei “Eu”, me diga algo, que eu possa dormir.
Poder encostar a cabeça no travesseiro, com um singelo sorriso no rosto.
O mundo pede algo, que devemos retrucar.
Olho por olho e o mundo acabara apaixonado
Cafona, ok.
(uma menina já me fez ser cafona)
Das duas opções a terceira.
Não sou novo nem velho, e quem é?
Quem diz que é, menti.
Você vai morrer, já parou pra pensar?Você vai morrer!
Não é estranho?
Sempre que deixam tudo pra depois, fica tarde demais.
Tarde de mais, agora você morre. “Bum”!
[Brincadeira, não é tão triste assim.]
Algumas conversas criadas em minha mente
Que talvez nunca existam.
[Desculpe só me dei ao luxo de sonhar.]
Vem pra cá, sente-se aqui, tenho algo pra escutar.
Cadê aquele reflexo que deixa cego? Cadê a luz fraca que ilumina a pena?
Isso não é uma poesia.
Odeio poesia. Assim como todos odeiam comer quando está com fome.
Assim como amo a ironia.
Do mesmo jeito que você odiava isso em mim.
E vai odiar.
Equilíbrio.
O leite derramou em cima da mesa, o suco caiu no chão.
Eu derrubei, sem querer, palavras em meu caderno.
Derramei musica no violão.
Deixei escorrer lagrimas do seu rosto
No meu rosto.
Agora ok... Ok?
Quando eu irei te ver?Estou louco para o próximo ônibus.
E correr para os teus braços.
Aquele beijo que outrora teórico
agora praticamente, perfeito.
Sorrisos, suspiros, amparos.
Despedida.
Agora aqui.
Quem não vê detalhes bons.
Morre de tristeza com o mundo.
Mas quem liga? Se ligar, muda o canal.
Não me dei ao luxo de pensar.
Afinal, tudo já ta descoberto, passando frio.
Descoberto, bem gravado em um livro com boas letras.
Olhem para ele!Vamos rir com ele, Dele!
Vamos rir desse espelho que nos rebate faces
Sorridente, forçadas ao desespero.
Não.
Você esteve aqui o tempo todo
E só agora te amo
E só amanhã talvez não te ame.
E quando faltou nos seus deveres para me ver
Agora falta no meu dever
Nem liguei, mas a poesia sim.
Quem sabe na próxima então?
Eu sou um cara tranqüilo, não sou?
FALA QUE EU SOU PORRA!
....
E esse meu solvente vital?Que descolore vidas nossas?
Deixou-me em contato com um mundo cinza.
E você com essa paleta e boina vital?
Pincel... Cor.
Tango, e amor...
Vinho e você
Sirenes e citaras
Pegou-me!
E se foi...
Mas me divirto com suas lembranças
Quem eu quero enganar?
Eu nunca mais te esqueço
Coitado do sapinho.
Quem eu quero enganar?
Já sei, mas não digo, assim como não consigo.
Vale a pena citar amor, perto da guerra da fome?
Violência e morte?
Tristeza.
Sim, vale a pena. Vale a pena que toca o papel.
Sem distinção. Sou poeta, louco e boêmio.
Guardo tudo dentro de um largo campo aberto
Assim como algumas feridas.
Olá beija-dor do norte.
O que quero mesmo dizer, a quem seja.
Desde fantasma até santos
Deles até aqueles
Para mim e pra você
É o seguinte:
È o seguinte, não o agora.
Mas já que vivemos de passado.
Tanto faz...
T-a-n-to-F-a-z!
Poderia escrever até a ultima folha no mundo, até o ultimo carvão.
Pedaço de tijolo que seja, enfim, até a ultima maneira de escrever.
E ainda, não terminaria.
Mas é tão simples, assim, pensar em alguém.
Correr sem ponto de chegada.
No meio de algum caminho, simplesmente, fazer uma curva e voltar.
Voltar pra nenhum lugar. O lugar erroneamente correto.
Talvez a vida me abale
E eu não tenha tempo de mostrar algum final.
A não ser o final da minha vida.
Pois, eu realmente não tenho tempo, ele que me tem.
Ele tem tudo. E é ele quem mostra o final de tudo.
Até de si próprio, criando assim, o eterno em risca de giz.
Tudo acaba, quando não se pode mais.
E, claro, como posso escrever até o fim.
Podemos tudo, repito TUDO!
Até.
Nascer.
Sem culpa.
Sem...
C. U. L. P. A...
quarta-feira, maio 30, 2007
Um amor. Uma Estrada.
Parti
A vista é diferente daqui
Te Parti
Aquela porta entreaberta
Mantém a lembrança da saída
Desculpe-me sair assim
Mas não sou bom em despedidas
Não sou bom em muitas coisas
Só sei
No que não sou ruim
Reencontros, beijos lembrados.
Abraços e conversas sem fim
Seus olhinhos aqui
Pegaram-me de jeito
Ah! Uma risada, um afago.
Ah!A estrada, um abraço.
Depois daqueles dias
Outrora sem sentido
Eu vou com você
Você vem comigo
A vista é diferente daqui
Te Parti
Aquela porta entreaberta
Mantém a lembrança da saída
Desculpe-me sair assim
Mas não sou bom em despedidas
Não sou bom em muitas coisas
Só sei
No que não sou ruim
Reencontros, beijos lembrados.
Abraços e conversas sem fim
Seus olhinhos aqui
Pegaram-me de jeito
Ah! Uma risada, um afago.
Ah!A estrada, um abraço.
Depois daqueles dias
Outrora sem sentido
Eu vou com você
Você vem comigo
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