segunda-feira, janeiro 19, 2009

De repente.

Certas coisas se tornam efêmeras durante o intervalo do café.
E... O que torna o intervalo do café tão importante para transformar alguns pensamentos dentro de você? Ora, o café é saboroso e o intervalo seguido de um café o torna mais saboroso ainda, porém, o que eu digo é que há um momento na vida em que algo muda. Simplesmente algo muda, aquela visão das coisas se transforma.

De repente aquilo que a tempos se pensava tanto, não faz o menor sentido, ou ainda faz tanto sentido, que no intervalo do café, naquele momento que talvez não poderia ser qualquer outro, naquele simples momento você percebe que agora sim, está sentido.

O que eu digo não é algo redentor, que aflora na pele, algo que faça brotar lagrimas ou gargalhadas incontidas seguido de saltos e passos acelerados. Talvez seja até mais poderoso, é uma coisa consciente, não é uma surpresa. Vem leve, vem simples como o intervalo do café. Você olha e esta ali, surge com um sorriso prosaico, passos leves, sem alterações no batimento cardíaco.

As coisas ficam mais claras, algo no universo muda, ali, naquele segundo. E no transformar de algo dentro de você implica na mudança de muitas outras coisas, pois tudo tem uma ligação com o que quer que seja. O mundo, a sua existência, seus passos, seu café e diversos outros fatos e pensamentos provenientes de pequenas conclusões durante seu cotidiano.

Posso descrever, ainda que não fielmente, essa sensação, porem nunca poderia explicar o que senti.

Se um dia alguém sorrir para você, e você simplesmente sorrir de volta, ai sim, essa seria a explicação perfeita e espero que possa entender.

Bom, eu defendo o intervalo do café, pois estou escrevendo isso e meu café esta esfriando ao lado, mas isso pode acontecer em qualquer outro momento, no desembrulhar de uma bala, calçando os sapatos, tomando um suco, acendendo um cigarro, pegando o ônibus.

São momentos pessoais, são momentos próprios onde o mundo se faz quintal por debaixo dos seus passos. São momentos onde só você existe por ali, momentos automáticos que quando algo desse acontece você percebe o que está fazendo, e aquele momento adquiri um valor considerável que simplesmente você termina o que começou, e quando novamente você volta os olhos para o mundo, você não é mais o mesmo.

Hoje não sou mais o mesmo depois desse intervalo do café. Ele me mudou, e eu, o mudei.

Agora irei terminar de tomar meu café ali fora e pensar sobre tudo isso.



Obs.: Dan terminou de tomar o café antes que concluísse o texto. E conclui o texto escrevendo essa Observação.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Premio Dardos

Ano passado fui indicado pelo Premio Dardos, pelo blogg do amigo e poeta, Jota.
E espero que não tenha prazo de validade isso tudo.


www.cadernojota.blogspot.com


Fica meus agradecimentos.
E espero que funcione.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Intervalo


O reencontro depois do desencontro
O suspiro depois da corrida
O beijo depois da briga

A tosse depois do trago
A alma depois da morte
O silencio que antecede a melodia

O sorriso depois da apatia
O descanso depois do cansaço
O descaso depois do pranto

A atitude depois do verbo
O cigarro após o almoço
O alivio após o vento

A poesia que precede a inspiração

No intervalo da ação
O presente momento
O que seria do antes sem o depois
Nesse meio tempo
Escrito agora, o tempo inteiro.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Sorte ou Revés

Azar no jogo
Sorte no amor

Um jogo um prazer
Uma dor

Sorte no jogo
Azar no amor

Jogo no amor
Sorte no azar

Um amor, um alivio
Falta de ar

Cartas, fichas, Blefe
Piões, Apostas, Flerte

Toque, cartas, lábios
Apostas, toque, corpo

Passos, fatos

Naturalmente
Não planejados

Jogo no corpo
Amor na mente

Olhares, sorrisos, abraços

Jogo, amor, planos e descasos
Opção dos atos, segundos passados.

Estrelas mares e planos
Não dos próximos atos
Mas dos próximos anos

Conseqüências.

Azar na sorte.
Sorte no azar

Amor no jogo
Jogo no amor

Ciclos, sorrisos
Lagrimas, instinto

Nos contorcemos, giramos
Em caminhos...

Inicios, principios

Apostar em jogo
Ganhar no amor


quinta-feira, setembro 25, 2008

Bom

Quem é que quer um pouco mais de palavras?
Tenho algumas guardadas na manga.

Costumo utilizá-las, em momentos oportunos
Como por exemplo,
Bom dia.

A mesma paz que carrego comigo
é o caos que me persegue

Da vida, faço que sei
o resto, eu improviso

Uso do lixo, minha sexta de basquete
Para arremessar
Pedaços de contradições

Confesso que, isso nunca foi meu forte

Vejo a poeira, sobre minhas coisas
Sobre alguns dos meus sentidos

Estou farto de dizer, o que um dia
Sempre disse

Parece que nunca aprendo
Mas também nunca me arrependo

De ter guardado
Algumas contradições amassadas
No meu bolso

De manha acordo
Espreguiço
Lavo o rosto

Minha voz sai baixa
Meio rouca e mansa

Começo meu dia
Tirando algumas palavras da manga

Como por exemplo,
Bom dia.