As cadeiras simétricas
Que desencadeai metros
Em padrões de miragem
A Alma frenética
Em transe discreto
Nos catetos do teto
Tanto toque
Quanta a retórica
E o agrave do beijo
O corpo estático
O ângulo Agudo da vaidade
Os labios se travam na face
Seus braços se entregam de perto
As pernas se entrelaçam no ego
O espírito se encharca na pratica
Os olhos se retiram da orbita
Os dedos retraem-se no lençol
A carne da metade da discórdia
Entrando em caso com a razão
Entre delírios e suspiros
Tanto contexto e alivio
E o retorno da visão
O corpo em pedaços
O espírito impecável
E as pupilas
Dilatam-se no pecado
Do antes em flertes com o presente
E as simetrias que insinuam interesse
Entre o descaso com o estado do mundo
Realidade trincada em atos
Do prazer e a indiferença de tudo.
quarta-feira, maio 06, 2009
quarta-feira, março 11, 2009
Construções III
Sol, vento
Chuva La longe
Arco-íris aqui perto
Rua, calçada, poste
Buraco, possa, lixeira
Placa, faixa e farol
Espera
Carro, moto com pressa
Espera
Faixa
Carro rosnando do lado
Gente vindo de frente
Esquiva
Calçada, passos em alerta
Trovão que anuncia
Claridade de nuvem escura
Sol na montanha lá longe
Um pingo na cara
Outro no braço
Gota por gora
Passo por passo
Passos leve
Chuva pesada
Gente correndo
Guarda-chuva armado
Carros com pára-brisas ligados
Trovão que retorna
Toldo lotado
Altos murmúrios isolados
Possas no chão
Bueiros gargarejando
Meio fio desgovernado
Cães ligeiramente indiferentes
Pés molhados
Roupa encharcada
Água feito chuva
Pessoas feito açúcar
Espera
Luz que retorna de leve
Espera
Calma nas ruas
Gente andando
Ar úmido
Chão de asfalto molhado
Primeira estrela desponta
Restos de nuvens cansadas
Sol da tarde manchado
Em céu de Picasso
Chuva La longe
Arco-íris aqui perto
Rua, calçada, poste
Buraco, possa, lixeira
Placa, faixa e farol
Espera
Carro, moto com pressa
Espera
Faixa
Carro rosnando do lado
Gente vindo de frente
Esquiva
Calçada, passos em alerta
Trovão que anuncia
Claridade de nuvem escura
Sol na montanha lá longe
Um pingo na cara
Outro no braço
Gota por gora
Passo por passo
Passos leve
Chuva pesada
Gente correndo
Guarda-chuva armado
Carros com pára-brisas ligados
Trovão que retorna
Toldo lotado
Altos murmúrios isolados
Possas no chão
Bueiros gargarejando
Meio fio desgovernado
Cães ligeiramente indiferentes
Pés molhados
Roupa encharcada
Água feito chuva
Pessoas feito açúcar
Espera
Luz que retorna de leve
Espera
Calma nas ruas
Gente andando
Ar úmido
Chão de asfalto molhado
Primeira estrela desponta
Restos de nuvens cansadas
Sol da tarde manchado
Em céu de Picasso
terça-feira, março 03, 2009
Construções II
Flores com sono
campo com vento
Morro em silencio
Casebre e varanda
Arvore cantando
Criança correndo
Formigueiro em alerta
Rio que sustenta
Manhã de bruma
Tarde de sol
Noite de umbra
Cama e lençol
Café na mesa
Corpo e batente
Silhueta nos olhos
Tom de amarelo
Som de outono
Janelas com vento
Cortina que dança
Sala, sofa
Luz de manteiga
Boca de beijo
Abraço de corpo
Corpo na grama
Grama nos pés
Equilibrio na fonte
Dia entardecer
Tarde Anoitecer
Passaro voltando
Luz acesa
Começo de noite
Porta fechada
Luz pra sacada
Pés descalços, vinho e tapete.
De perto musica ambiente
de longe
Um Silencio engraçado.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Construções
Noite, verão , chuva
luz,relâmpago,sorriso
bebidas,cigarros,vácuo
vida,idéia,varanda
vestido vermelho, ponta
musica,grama, lua
madrugada, manhã
garrafas quebradas
violão cantando sozinho
passos,trilhas e margens
despedida ébria
beijo instigado
abraço engraçado
sentimento com vírgula
gargalhada com eco
luz,relâmpago,sorriso
bebidas,cigarros,vácuo
vida,idéia,varanda
vestido vermelho, ponta
musica,grama, lua
madrugada, manhã
garrafas quebradas
violão cantando sozinho
passos,trilhas e margens
despedida ébria
beijo instigado
abraço engraçado
sentimento com vírgula
gargalhada com eco
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Tradições
As velhas danças
As velhas notas
Daquela mesma canção
As anedotas
Mesmas palavras
Para sussurrar baixinho
Ao lado do berço
Do leito
As velhas botas
Descansando quietas
No mesmo chão de quartel
As miragens de glória
A mesma conduta
E os sorrisos de papel
As velhas lutas
Os mesmos direitos
A mesma explosão
A mesma fortuna
Valiosa permuta
De notas em vão
O mesmo espírito
De aspirar horizontes
Novo modo antigo
De beijar
A face a boca
Da solidão
O velho andar pra frente
Um antigo respirar
Em um plano de fundo ausente
Uma nova maneira de usar
A velha visão.
As velhas notas
Daquela mesma canção
As anedotas
Mesmas palavras
Para sussurrar baixinho
Ao lado do berço
Do leito
As velhas botas
Descansando quietas
No mesmo chão de quartel
As miragens de glória
A mesma conduta
E os sorrisos de papel
As velhas lutas
Os mesmos direitos
A mesma explosão
A mesma fortuna
Valiosa permuta
De notas em vão
O mesmo espírito
De aspirar horizontes
Novo modo antigo
De beijar
A face a boca
Da solidão
O velho andar pra frente
Um antigo respirar
Em um plano de fundo ausente
Uma nova maneira de usar
A velha visão.
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