Eu devoro o tempo
Tenho fome, tenho pressa
Meu alimento
Meu devoto tempo
Escorre-me horas
Pelas mãos
Limpo os dias
Na toalha da mesa
Sabor de fruta
De maquina
Gosto de duvida
Sabor de dor
Eu descasco o minuto
Segundo por segundo
Milésimos pelo corpo
E o tempo que levo
Enquanto rumino o tempo
É o tempo que leva
Para ele
Devorar-me por dentro.
quinta-feira, agosto 20, 2009
quinta-feira, julho 16, 2009
Musas no chão de Asfalto
Quem dera ter-me calado
Naquela hora
No passado
Quando declamei palavras
Que caíram no chão
Então a imagem das musas
Surgiram
Despejando
Por meio de beijos e lábios
As palavras
De volta para minha boca
Crua
Senti-me inebriado
Pelo gosto do vinho
Excitado
Pelo suave enlace
Da musa
Nua
Recitei o poema em voz alta
Sem medo do meu coração
Escorrer pelos olhos
Quando parei
Não havia mais ninguém
De noite o mundo muda
As pessoas mudam
Disse a Musa
Fiquei assim
Em silêncio sem saber
Como respirar
Pois era noite
E já não era o mesmo
E logo ali no bar
Disse-me a Musa
O mundo muda
E quando saímos do lugar
Sempre se deixa algo pra trás
E se leva algo consigo
Como um sorriso
Junto de uma espécie de Saudosismo
Peguei-me desconcertado
Pelo meu estado de espírito
Não sabia se era loucura
Ou se realmente tudo aquilo
Fazia algum Sentido
Foram-se as musas
Entre os prédios
Altos do mundo fogo
Pelas ruas de asfalto gelado
No céu negro onde
Lá no alto
Um planeta desponta
Quando voltei a mim
Estava parado e só
Olhava admirado
O céu
Com cigarro, conhaque e só
Contemplando
Vênus
E nada mais importava.
Apenas.
Vênus
Naquela hora
No passado
Quando declamei palavras
Que caíram no chão
Então a imagem das musas
Surgiram
Despejando
Por meio de beijos e lábios
As palavras
De volta para minha boca
Crua
Senti-me inebriado
Pelo gosto do vinho
Excitado
Pelo suave enlace
Da musa
Nua
Recitei o poema em voz alta
Sem medo do meu coração
Escorrer pelos olhos
Quando parei
Não havia mais ninguém
De noite o mundo muda
As pessoas mudam
Disse a Musa
Fiquei assim
Em silêncio sem saber
Como respirar
Pois era noite
E já não era o mesmo
E logo ali no bar
Disse-me a Musa
O mundo muda
E quando saímos do lugar
Sempre se deixa algo pra trás
E se leva algo consigo
Como um sorriso
Junto de uma espécie de Saudosismo
Peguei-me desconcertado
Pelo meu estado de espírito
Não sabia se era loucura
Ou se realmente tudo aquilo
Fazia algum Sentido
Foram-se as musas
Entre os prédios
Altos do mundo fogo
Pelas ruas de asfalto gelado
No céu negro onde
Lá no alto
Um planeta desponta
Quando voltei a mim
Estava parado e só
Olhava admirado
O céu
Com cigarro, conhaque e só
Contemplando
Vênus
E nada mais importava.
Apenas.
Vênus
quarta-feira, maio 06, 2009
Simetrico
As cadeiras simétricas
Que desencadeai metros
Em padrões de miragem
A Alma frenética
Em transe discreto
Nos catetos do teto
Tanto toque
Quanta a retórica
E o agrave do beijo
O corpo estático
O ângulo Agudo da vaidade
Os labios se travam na face
Seus braços se entregam de perto
As pernas se entrelaçam no ego
O espírito se encharca na pratica
Os olhos se retiram da orbita
Os dedos retraem-se no lençol
A carne da metade da discórdia
Entrando em caso com a razão
Entre delírios e suspiros
Tanto contexto e alivio
E o retorno da visão
O corpo em pedaços
O espírito impecável
E as pupilas
Dilatam-se no pecado
Do antes em flertes com o presente
E as simetrias que insinuam interesse
Entre o descaso com o estado do mundo
Realidade trincada em atos
Do prazer e a indiferença de tudo.
Que desencadeai metros
Em padrões de miragem
A Alma frenética
Em transe discreto
Nos catetos do teto
Tanto toque
Quanta a retórica
E o agrave do beijo
O corpo estático
O ângulo Agudo da vaidade
Os labios se travam na face
Seus braços se entregam de perto
As pernas se entrelaçam no ego
O espírito se encharca na pratica
Os olhos se retiram da orbita
Os dedos retraem-se no lençol
A carne da metade da discórdia
Entrando em caso com a razão
Entre delírios e suspiros
Tanto contexto e alivio
E o retorno da visão
O corpo em pedaços
O espírito impecável
E as pupilas
Dilatam-se no pecado
Do antes em flertes com o presente
E as simetrias que insinuam interesse
Entre o descaso com o estado do mundo
Realidade trincada em atos
Do prazer e a indiferença de tudo.
quarta-feira, março 11, 2009
Construções III
Sol, vento
Chuva La longe
Arco-íris aqui perto
Rua, calçada, poste
Buraco, possa, lixeira
Placa, faixa e farol
Espera
Carro, moto com pressa
Espera
Faixa
Carro rosnando do lado
Gente vindo de frente
Esquiva
Calçada, passos em alerta
Trovão que anuncia
Claridade de nuvem escura
Sol na montanha lá longe
Um pingo na cara
Outro no braço
Gota por gora
Passo por passo
Passos leve
Chuva pesada
Gente correndo
Guarda-chuva armado
Carros com pára-brisas ligados
Trovão que retorna
Toldo lotado
Altos murmúrios isolados
Possas no chão
Bueiros gargarejando
Meio fio desgovernado
Cães ligeiramente indiferentes
Pés molhados
Roupa encharcada
Água feito chuva
Pessoas feito açúcar
Espera
Luz que retorna de leve
Espera
Calma nas ruas
Gente andando
Ar úmido
Chão de asfalto molhado
Primeira estrela desponta
Restos de nuvens cansadas
Sol da tarde manchado
Em céu de Picasso
Chuva La longe
Arco-íris aqui perto
Rua, calçada, poste
Buraco, possa, lixeira
Placa, faixa e farol
Espera
Carro, moto com pressa
Espera
Faixa
Carro rosnando do lado
Gente vindo de frente
Esquiva
Calçada, passos em alerta
Trovão que anuncia
Claridade de nuvem escura
Sol na montanha lá longe
Um pingo na cara
Outro no braço
Gota por gora
Passo por passo
Passos leve
Chuva pesada
Gente correndo
Guarda-chuva armado
Carros com pára-brisas ligados
Trovão que retorna
Toldo lotado
Altos murmúrios isolados
Possas no chão
Bueiros gargarejando
Meio fio desgovernado
Cães ligeiramente indiferentes
Pés molhados
Roupa encharcada
Água feito chuva
Pessoas feito açúcar
Espera
Luz que retorna de leve
Espera
Calma nas ruas
Gente andando
Ar úmido
Chão de asfalto molhado
Primeira estrela desponta
Restos de nuvens cansadas
Sol da tarde manchado
Em céu de Picasso
terça-feira, março 03, 2009
Construções II
Flores com sono
campo com vento
Morro em silencio
Casebre e varanda
Arvore cantando
Criança correndo
Formigueiro em alerta
Rio que sustenta
Manhã de bruma
Tarde de sol
Noite de umbra
Cama e lençol
Café na mesa
Corpo e batente
Silhueta nos olhos
Tom de amarelo
Som de outono
Janelas com vento
Cortina que dança
Sala, sofa
Luz de manteiga
Boca de beijo
Abraço de corpo
Corpo na grama
Grama nos pés
Equilibrio na fonte
Dia entardecer
Tarde Anoitecer
Passaro voltando
Luz acesa
Começo de noite
Porta fechada
Luz pra sacada
Pés descalços, vinho e tapete.
De perto musica ambiente
de longe
Um Silencio engraçado.
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