Há noites que no passo
Esqueço o rumo
Na teoria noturna
Perco o prumo
Em certo Instante
Distante
Dos teus olhos
Incerta vez
Do teu
Olhar assim
Que em discreta voz
expressa
Indiscreta
Concordância
Entre meu passo
Sem rumo
E a tua boca
Em mim
segunda-feira, novembro 22, 2010
sexta-feira, setembro 17, 2010
Quero Escrever Você.
Quero escrever você. Por meio dessas letras,
gostaria de formar um código poético onde pudesse ser encontrado
cada traço do seu ser. Uma extensão da sua existência para dentro
da literatura, fazendo então, surgir poesia.
Um código que somente poucas pessoas poderiam decifrá-lo e mesmo assim, poderiam vislumbrar somente uma margem da realidade diante ampla beleza da Musa. Porém, encontro-me no impasse de não poder transpor tal identidade única com a perfeição digna necessária.
Quero escrever você. Em meu corpo, nas paredes do meu quarto, nos postes e nos muros antigos da cidade, nessas linhas digitais e frias, nesse bloco grosseiro e distante da realidade.
Quero ler seu nome como se fosse uma palavra sagrada.
Sendo assim, escrever-te-ei em tudo. Seja em meu mundo irreal e fantasioso, seja no dinâmico mundo virtual e patético, seja na realidade mais sagrada de todos os homens santos que já pisaram sobre a terra.
Basta somente o presente, para entender o espiritual, o material e o natural. Quero amar-te necessitando de somente o presente.Creio que somente desta forma, poderia desfrutar completamente desse imenso sentimento que me aquece o peito. Quero amar-te como amo as artes, que engrandece e excita
Vejo falsos dilemas sobre o amor, mas que é amor, se não a entrega?
A união simples dos detalhes perfeitos. Como um sorriso inebriante que paira sobre as incoerências definidas pelo acaso ou nas vezes em que minha atenção se fixa no reflexo de seu olhar profundo e singelo e nossas mãos se tocam distraidamente quando estamos próximos.
Quero escrever você na minha alma, esta que temos em comum. Você, divina feito musa e eu, singelo humano. Este que se arrisca no mundo das letras, da linguagem poética e dos signos gramaticais, simplesmente para poder tentar um dia transpor com perfeição seu código literário
Esse código é se não, a verdade mais pura que posso encontrar sobre o amor.
Pois é neste momento que me permito sentir o clímax inebriante de segurar-lhe o rosto depois do beijo, olhar-te nos olhos e poder ser... ninguém.
Um código que somente poucas pessoas poderiam decifrá-lo e mesmo assim, poderiam vislumbrar somente uma margem da realidade diante ampla beleza da Musa. Porém, encontro-me no impasse de não poder transpor tal identidade única com a perfeição digna necessária.
Quero escrever você. Em meu corpo, nas paredes do meu quarto, nos postes e nos muros antigos da cidade, nessas linhas digitais e frias, nesse bloco grosseiro e distante da realidade.
Quero ler seu nome como se fosse uma palavra sagrada.
Sendo assim, escrever-te-ei em tudo. Seja em meu mundo irreal e fantasioso, seja no dinâmico mundo virtual e patético, seja na realidade mais sagrada de todos os homens santos que já pisaram sobre a terra.
Basta somente o presente, para entender o espiritual, o material e o natural. Quero amar-te necessitando de somente o presente.Creio que somente desta forma, poderia desfrutar completamente desse imenso sentimento que me aquece o peito. Quero amar-te como amo as artes, que engrandece e excita
Vejo falsos dilemas sobre o amor, mas que é amor, se não a entrega?
A união simples dos detalhes perfeitos. Como um sorriso inebriante que paira sobre as incoerências definidas pelo acaso ou nas vezes em que minha atenção se fixa no reflexo de seu olhar profundo e singelo e nossas mãos se tocam distraidamente quando estamos próximos.
Quero escrever você na minha alma, esta que temos em comum. Você, divina feito musa e eu, singelo humano. Este que se arrisca no mundo das letras, da linguagem poética e dos signos gramaticais, simplesmente para poder tentar um dia transpor com perfeição seu código literário
Esse código é se não, a verdade mais pura que posso encontrar sobre o amor.
Pois é neste momento que me permito sentir o clímax inebriante de segurar-lhe o rosto depois do beijo, olhar-te nos olhos e poder ser... ninguém.
terça-feira, julho 27, 2010
Tal qual a razão de ...
...certas coisas acontecerem
Sobre prelúdios de noites vãs
É essa impressão
De profecia sem destino
Saudade do que não viu
Razão sem objetivo
A superfície sempre foi real
Mas realidade agora
É superficial
As portas e placas
Estradas e faixas
Dividi-nos
Em busca da Emoção ideal
Através de um meio Artificial
A verdade está escondida
Na ofuscação de uma luz
Que não precisa ser compreendida
Apenas sentida no ar
Em todas as coisas
Nossas matérias, materiais
Também somos nós
Tudo provindo das
Tais poeiras
Astrais
Sobre prelúdios de noites vãs
É essa impressão
De profecia sem destino
Saudade do que não viu
Razão sem objetivo
A superfície sempre foi real
Mas realidade agora
É superficial
As portas e placas
Estradas e faixas
Dividi-nos
Em busca da Emoção ideal
Através de um meio Artificial
A verdade está escondida
Na ofuscação de uma luz
Que não precisa ser compreendida
Apenas sentida no ar
Em todas as coisas
Nossas matérias, materiais
Também somos nós
Tudo provindo das
Tais poeiras
Astrais
sexta-feira, julho 23, 2010
Estoura Fuça
Com um cano, acertou em cheio as fuças daquele miserável e se afastou dando dois pulos para trás. Sentia que estava seguro de possíveis investidas daquela distancia. Marcava sua área de ameaça com um cano que segurava, levando-o de um lado para outro, fazendo um zumbido engraçado. Poderia acertar seus adversários antes que estes pudessem aproximar-se dele.
Eles estavam em oito e queriam tirar satisfação de brigas passadas. Há tempos que a covardia tinha invadido os espíritos dessas crianças. Tinha certa vantagem por eles estarem bêbados, porém sabia que teria que bater com o dobro da força para poderem sentir alguma coisa.
Estavam nos fundos da escola, na antiga quadra, onde havia quase nada de supervisão por parte dos inspetores.
Tudo bem, os mais inocentes pensaram: Brigando na escola, com um cano e ainda bêbados? É exatamente isso. E eles não estavam para brincadeira.
Depois que o primeiro deles tomou um forte golpe na cara, caiu sentado com a mão no rosto. Os outros pareciam abelhas bravas, xingando e se movimentando entre eles. Mas até então, nenhum ousou partir para cima daquele que tinha como sua defesa, não muitos amigos, mas sim aquele cano um pouco enferrujado.
Neste momento ele pensou em dar um nome para seu amigo; "Estoura Fuça". Na verdade achou o nome horrível, e quando tivesse mais tempo daria um nome mais legal com números e consoantes soltas, talvez.
Antes que terminasse seu pensamento percebeu que dois deles partiram com muita raiva para cima dele. Um deles era o irmão do que merecidamente tomou uma "canada" na boca. Ficou bravo depois de o garoto cuspir os três dentes da frente na linha da grande área daquela quadra fudida.
Não deveria ter se distraído com o “estoura fuça”, e teve que dar mais dois pulos para trás para se desviar das investidas, passando por dentro das traves sem rede. Esse movimento foi o suficiente para os outros também partirem para cima. Ele sabia que deveria derrubar mais algum deles para que ficassem parados novamente.
Estava com dois em sua frente, na trave da esquerda, dois pela trave direta e outros quatro quase que o flanqueando pela linha de fundo.
Decidiu acertar o irmão do banguela, e comprar de uma vez por todas uma briga com toda a família.
Escorregou a mão até a ponta do cano e mesmo sentido um forte chute nas costas, e alguns socos na nuca. Desferiu um golpe certeiro, até de mais, no rapaz que caiu inconsciente.
O Chute que tomou pelas costas o empurrou para cima do cara que estava do lado do que tinha acabado de cair. Mas este ainda estava pasmo pelo barulho que o cano fez ao atingir o amigo.
Aproveitando o impulso dolorido do chute, desferiu um golpe no nariz daquele que, segundo gírias locais, estava "panguando" ali no meio, assustado com o que tinha acontecido.
Não chegou a cair, mas a pancada foi o suficiente para ele sair cambaleando para o meio da quadra com um nariz torto.
Ficou ao lado da trave esquerda, no mesmo lugar que o cara inconsciente jogado no chão. E achou graça o outro sem dentes ainda em pé, gritando coisas inteligíveis enquanto cuspia rios de sangue. O do nariz falava fanho e chorava.
Tinha-os novamente na sua frente. Agora três deles bem machucados.
Não queria continuar com aquele derramamento de sangue, mas no fundo estava gostando mesmo do barulho do metal cortando o ar e acertando seus adversários. Depois de mais alguma gritaria, começou a ficar preocupado com o corpo estendido no chão, sabia que não estava morto, mas mesmo assim...
Nesse momento o portãzinho de metal do fundo da quadra se abre. Passam por ele a diretora e mais dois policiais militares.
Em questão de poucos momentos a quadra estava fazia, os únicos que foram pegos foram o banguela, o nariz e o rapaz inconsciente.
Pulou o muro tão rápido, que nem sabia por que estava correndo, mas algo dizia para ele nunca mais voltar naquele lugar. Segurando forte o “estoura fuça”, decidiu deixar esse nome mesmo.
Eles estavam em oito e queriam tirar satisfação de brigas passadas. Há tempos que a covardia tinha invadido os espíritos dessas crianças. Tinha certa vantagem por eles estarem bêbados, porém sabia que teria que bater com o dobro da força para poderem sentir alguma coisa.
Estavam nos fundos da escola, na antiga quadra, onde havia quase nada de supervisão por parte dos inspetores.
Tudo bem, os mais inocentes pensaram: Brigando na escola, com um cano e ainda bêbados? É exatamente isso. E eles não estavam para brincadeira.
Depois que o primeiro deles tomou um forte golpe na cara, caiu sentado com a mão no rosto. Os outros pareciam abelhas bravas, xingando e se movimentando entre eles. Mas até então, nenhum ousou partir para cima daquele que tinha como sua defesa, não muitos amigos, mas sim aquele cano um pouco enferrujado.
Neste momento ele pensou em dar um nome para seu amigo; "Estoura Fuça". Na verdade achou o nome horrível, e quando tivesse mais tempo daria um nome mais legal com números e consoantes soltas, talvez.
Antes que terminasse seu pensamento percebeu que dois deles partiram com muita raiva para cima dele. Um deles era o irmão do que merecidamente tomou uma "canada" na boca. Ficou bravo depois de o garoto cuspir os três dentes da frente na linha da grande área daquela quadra fudida.
Não deveria ter se distraído com o “estoura fuça”, e teve que dar mais dois pulos para trás para se desviar das investidas, passando por dentro das traves sem rede. Esse movimento foi o suficiente para os outros também partirem para cima. Ele sabia que deveria derrubar mais algum deles para que ficassem parados novamente.
Estava com dois em sua frente, na trave da esquerda, dois pela trave direta e outros quatro quase que o flanqueando pela linha de fundo.
Decidiu acertar o irmão do banguela, e comprar de uma vez por todas uma briga com toda a família.
Escorregou a mão até a ponta do cano e mesmo sentido um forte chute nas costas, e alguns socos na nuca. Desferiu um golpe certeiro, até de mais, no rapaz que caiu inconsciente.
O Chute que tomou pelas costas o empurrou para cima do cara que estava do lado do que tinha acabado de cair. Mas este ainda estava pasmo pelo barulho que o cano fez ao atingir o amigo.
Aproveitando o impulso dolorido do chute, desferiu um golpe no nariz daquele que, segundo gírias locais, estava "panguando" ali no meio, assustado com o que tinha acontecido.
Não chegou a cair, mas a pancada foi o suficiente para ele sair cambaleando para o meio da quadra com um nariz torto.
Ficou ao lado da trave esquerda, no mesmo lugar que o cara inconsciente jogado no chão. E achou graça o outro sem dentes ainda em pé, gritando coisas inteligíveis enquanto cuspia rios de sangue. O do nariz falava fanho e chorava.
Tinha-os novamente na sua frente. Agora três deles bem machucados.
Não queria continuar com aquele derramamento de sangue, mas no fundo estava gostando mesmo do barulho do metal cortando o ar e acertando seus adversários. Depois de mais alguma gritaria, começou a ficar preocupado com o corpo estendido no chão, sabia que não estava morto, mas mesmo assim...
Nesse momento o portãzinho de metal do fundo da quadra se abre. Passam por ele a diretora e mais dois policiais militares.
Em questão de poucos momentos a quadra estava fazia, os únicos que foram pegos foram o banguela, o nariz e o rapaz inconsciente.
Pulou o muro tão rápido, que nem sabia por que estava correndo, mas algo dizia para ele nunca mais voltar naquele lugar. Segurando forte o “estoura fuça”, decidiu deixar esse nome mesmo.
Valei-me
Sinto que preciso escrever essas linhas para manter-me vivo. Pois sempre haverá coisas que não podemos prever. Se prevenir de algo que desconhece parece loucura, mas alguns têm um dom incerto para a profecia. Alguns raciocinam mais, outros sentem mais as coisas ao seu redor. Considero coisas indistintas.
Independente do que sejam aqueles arrepios em certas noites. O ar pesando nas narinas, e as nuvens parecendo flutuar mais baixo, em formato de sinais a serem captados.
A lua e as estrelas nos revelam parte do caminho.
Não consigo ser cético. Digo que existem coisas que ainda não compreendemos pela ciência, e podemos encontrar hoje apenas através da nossa mente. E nossa mente esconde tantos mistérios e tantas curas.
Percebemos que dentro da nossa linha de visão sempre há alguém que precisa de certa ajuda. E quem somos nós para ajudar alguém quando nem conseguimos nos salvar desse mundo insano?
O jeito é; não há saída. Não dá tempo de tentar correr. Todos nós precisamos do clichê, do amor, esse que tudo envolve. Não há reforma social se não haver reforma espiritual e intelectual.
A palavra amor possui um significado há tempos extinto na expressão espontânea dos olhares. Há o formato, junto do interesse com o conveniente e a manipulação. O amor virou um signo que não muitas pessoas podem entender. E os que entendem, tendem a ir embora, carregando consigo um dos mais lindos segredos. Quando há palavras para descrevê-lo, só existe incompreensão e a edificação de falsos templos e tendências. Mas quando flui através do olhar e de pequenos atos, de simples sorrisos e um forte abraço, dessa maneira sim, podemos sentir onde tudo começa. Mas o caminho não é fácil. O amor faz sofrer e o ar faltar. Traz a angustia que comprimi nosso peito até beirarmos a loucura em noites mal dormidas.
Sim, existem mistérios na vida, um deles, somos nós.
Mas modernizaram a rotina, enfeitaram a forma de pensar. Hoje nada é o que parece ser. Somos coisas que podem se vender. Ninguém nunca disse que seria fácil. Mas tento levar a vida da maneira mais simples que posso. Com nada mais do que eu preciso, para poder sorrir de novo.
Independente do que sejam aqueles arrepios em certas noites. O ar pesando nas narinas, e as nuvens parecendo flutuar mais baixo, em formato de sinais a serem captados.
A lua e as estrelas nos revelam parte do caminho.
Não consigo ser cético. Digo que existem coisas que ainda não compreendemos pela ciência, e podemos encontrar hoje apenas através da nossa mente. E nossa mente esconde tantos mistérios e tantas curas.
Percebemos que dentro da nossa linha de visão sempre há alguém que precisa de certa ajuda. E quem somos nós para ajudar alguém quando nem conseguimos nos salvar desse mundo insano?
O jeito é; não há saída. Não dá tempo de tentar correr. Todos nós precisamos do clichê, do amor, esse que tudo envolve. Não há reforma social se não haver reforma espiritual e intelectual.
A palavra amor possui um significado há tempos extinto na expressão espontânea dos olhares. Há o formato, junto do interesse com o conveniente e a manipulação. O amor virou um signo que não muitas pessoas podem entender. E os que entendem, tendem a ir embora, carregando consigo um dos mais lindos segredos. Quando há palavras para descrevê-lo, só existe incompreensão e a edificação de falsos templos e tendências. Mas quando flui através do olhar e de pequenos atos, de simples sorrisos e um forte abraço, dessa maneira sim, podemos sentir onde tudo começa. Mas o caminho não é fácil. O amor faz sofrer e o ar faltar. Traz a angustia que comprimi nosso peito até beirarmos a loucura em noites mal dormidas.
Sim, existem mistérios na vida, um deles, somos nós.
Mas modernizaram a rotina, enfeitaram a forma de pensar. Hoje nada é o que parece ser. Somos coisas que podem se vender. Ninguém nunca disse que seria fácil. Mas tento levar a vida da maneira mais simples que posso. Com nada mais do que eu preciso, para poder sorrir de novo.
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