quarta-feira, junho 02, 2010

Entre Safra

Quem é quem
Um olhar uma espreita

Um suspiro

Uma face uma despedida
Beijo em uma noite desmedida

Um ato, indeterminado
Que antecede o sossego

O desfecho da estrada
O fim, o principio.

Um suspiro um ciclo

Mãos no corpo
E o corpo na alma

O olhar que nunca se cruzou
A mente que divaga
Entre
Paralelepípedos e casas

Eu vou
Você faça

O que quiser

Ninguém pode ter tudo.

Vida, muro, pulo.
Os anéis de saturno

Auréola de um mundo

Roda e gira

Voe para longe

Olhar o céu
E ver estrelas sorrindo

Estou aqui
Aviso que estou aqui
Por enquanto.

Um suspiro alto
Entretanto

Entre tantos.

Existindo.



quinta-feira, maio 20, 2010

Quando nos percebemos
Que o que temos
É somente
A vontade de viver



terça-feira, maio 18, 2010

La dos Altos

La dos altos
Soa um forte tom

Que recai sobre nossas cabeças
E abençoa

Vidas tais

Como os que emitem um leve suspiro
Na esquina

De baixo de velhos jornais

E logo à frente o sol
Que reflete nos terminais

Tentativas falhas de poder
Amar o ser

E tesouros nas mãos de
Pilhas de importantes saldos

Educam o ser
Para amar o poder

Corações e mentes se perdem
Quando esquecem o que é viver

La dos altos
Soa um forte tom

Que paira sobre vidas e casas

Ilumina janelas, santos e pedras
Bancos, cheques e feras

No timbre de um velho vinil

Fique imune a sanidade
Liberte-se da Liberdade.



quinta-feira, abril 01, 2010

Interferência

Caçando sorrisos no meio da multidão
A mente vazia e o coração

Coloco-os na bolsa de prazeres
Antes que murchem em minhas mãos

Seu medo infantil
Do mito e do pecado

Primitivo ser que roda em ciranda
Em volta da fogueira de incompreensão

Colho olhares místicos entre a pressa
Um por um, até os mais céticos

Coloco-os em minha bolsa de prazeres
Antes que se feche em minhas mãos

Um ato delinqüente
As voltas dadas
Transbordam as mentes
De lixo retrógado e senil

Tento não interferir no trajeto
Mas o ser
É interferência

E é a Natureza
Essa nossa que não muda

Essa nossa alma que regozija
Tentando entender o que não precisa

Vivendo o que serve mais

As luzes irão iluminar
Caminhos até o Éden do pensamento

Recolho espíritos presos

Solto-os todos
No meu jardim de esperança






segunda-feira, março 29, 2010

Novo de novo

O futuro não tem limites
Vaga em todas as direções
Como a luz que propaga no universo

As mãos para os céus
Pegando o fluxo do destino
Não há barreiras
A não ser aquelas
Impostas por nós mesmos

Como o Medo
A incompreensão
O preconceito

Queira e terá
Descubra e verá

O verbo
Ação Imutável.
Que transformar-se

A todo o momento

Paradoxo

Do ser e não ser
Ao mesmo tempo
Ter sem possuir
Partir e ficar

Tudo e nada
No mesmo conceito

Veremos assim talvez
Com os olhos sãos
Uma constante chamada
Iluminação.