Caçando sorrisos no meio da multidão
A mente vazia e o coração
Coloco-os na bolsa de prazeres
Antes que murchem em minhas mãos
Seu medo infantil
Do mito e do pecado
Primitivo ser que roda em ciranda
Em volta da fogueira de incompreensão
Colho olhares místicos entre a pressa
Um por um, até os mais céticos
Coloco-os em minha bolsa de prazeres
Antes que se feche em minhas mãos
Um ato delinqüente
As voltas dadas
Transbordam as mentes
De lixo retrógado e senil
Tento não interferir no trajeto
Mas o ser
É interferência
E é a Natureza
Essa nossa que não muda
Essa nossa alma que regozija
Tentando entender o que não precisa
Vivendo o que serve mais
As luzes irão iluminar
Caminhos até o Éden do pensamento
Recolho espíritos presos
Solto-os todos
No meu jardim de esperança
quinta-feira, abril 01, 2010
segunda-feira, março 29, 2010
Novo de novo
O futuro não tem limites
Vaga em todas as direções
Como a luz que propaga no universo
As mãos para os céus
Pegando o fluxo do destino
Não há barreiras
A não ser aquelas
Impostas por nós mesmos
Como o Medo
A incompreensão
O preconceito
Queira e terá
Descubra e verá
O verbo
Ação Imutável.
Que transformar-se
A todo o momento
Paradoxo
Do ser e não ser
Ao mesmo tempo
Ter sem possuir
Partir e ficar
Tudo e nada
No mesmo conceito
Veremos assim talvez
Com os olhos sãos
Uma constante chamada
Iluminação.
Vaga em todas as direções
Como a luz que propaga no universo
As mãos para os céus
Pegando o fluxo do destino
Não há barreiras
A não ser aquelas
Impostas por nós mesmos
Como o Medo
A incompreensão
O preconceito
Queira e terá
Descubra e verá
O verbo
Ação Imutável.
Que transformar-se
A todo o momento
Paradoxo
Do ser e não ser
Ao mesmo tempo
Ter sem possuir
Partir e ficar
Tudo e nada
No mesmo conceito
Veremos assim talvez
Com os olhos sãos
Uma constante chamada
Iluminação.
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Pensar de mais, estraga.
Já passava das três horas da tarde e eu ainda não tinha almoçado, nem fumado um cigarro e muito menos tinha saído de casa.
Depois de sair de um banho que lavou a minha alma tediosa, decidi preparar finalmente algo para comer.
Abri a porta da geladeira e reparei que tinha algo que não cheirava bem. Não sabia o que era então me pus a farejar até encontrar, para poder dispensar no lixo, seja lá o que fosse.
Meu nariz não estava em perfeitas condições.
Enfiei a cabeça dentro da geladeira e comecei a usar o olfato como os cães fazem, respirando rápido pelo nariz e deixando que ele guiasse a minha cabeça por entre as divisões da geladeira.
No processo, me distrai com algumas coisas, dentro da geladeira e dentro da minha cabeça. É conhecido que as geladeiras te fazem pensar enquanto estão abertas.
Já era tarde, pensei que deveria ter almoçado mais cedo. Eu ainda não sabia o que iria preparar para comer junto do arroz e feijão que estavam nas panelas tampadas em cima do fogão. Estava com uma tremenda vontade de fumar, mas fumar antes do almoço me faz perder a fome.
Abri a gaveta que fica na parte de baixo da geladeira e encontrei algumas frutas, verduras e um saquinho de supermercado. Abri o saquinho e verifiquei algumas uvas passas.
Isso me remetia ao começo do final do ano e toda a palhaçada ébria que estava se aproximando.
Mesmo assim, decidi comer algumas antes de continuar com a missão de caça a mistura. É fácil caçar quando se possui uma geladeira.
Mastiguei algumas uvinhas e foi então que encontrei, pelo sabor, o que não cheirava bem lá dentro...
Ovo. Decidi então, fritar um ovo.
Depois de sair de um banho que lavou a minha alma tediosa, decidi preparar finalmente algo para comer.
Abri a porta da geladeira e reparei que tinha algo que não cheirava bem. Não sabia o que era então me pus a farejar até encontrar, para poder dispensar no lixo, seja lá o que fosse.
Meu nariz não estava em perfeitas condições.
Enfiei a cabeça dentro da geladeira e comecei a usar o olfato como os cães fazem, respirando rápido pelo nariz e deixando que ele guiasse a minha cabeça por entre as divisões da geladeira.
No processo, me distrai com algumas coisas, dentro da geladeira e dentro da minha cabeça. É conhecido que as geladeiras te fazem pensar enquanto estão abertas.
Já era tarde, pensei que deveria ter almoçado mais cedo. Eu ainda não sabia o que iria preparar para comer junto do arroz e feijão que estavam nas panelas tampadas em cima do fogão. Estava com uma tremenda vontade de fumar, mas fumar antes do almoço me faz perder a fome.
Abri a gaveta que fica na parte de baixo da geladeira e encontrei algumas frutas, verduras e um saquinho de supermercado. Abri o saquinho e verifiquei algumas uvas passas.
Isso me remetia ao começo do final do ano e toda a palhaçada ébria que estava se aproximando.
Mesmo assim, decidi comer algumas antes de continuar com a missão de caça a mistura. É fácil caçar quando se possui uma geladeira.
Mastiguei algumas uvinhas e foi então que encontrei, pelo sabor, o que não cheirava bem lá dentro...
Ovo. Decidi então, fritar um ovo.
terça-feira, dezembro 08, 2009
No Meu Quintal
No meu quintal tem uma horta onde mora uma margarida
No meu quintal tem uma grande arvore onde mora um duende
No meu quintal não tem grama
No meu quintal tem barro quando chove
No meu quintal tem um monte de sucatas onde mora alguém sem coração
No meu quintal tem Flores onde moram as Fadas
No meu quintal mora um Dragão
No meu quintal tem abelhas e pássaros que falam comigo
No final do meu quintal
Existe uma casa
Mas eu não sei quem mora lá
No meu quintal tem uma grande arvore onde mora um duende
No meu quintal não tem grama
No meu quintal tem barro quando chove
No meu quintal tem um monte de sucatas onde mora alguém sem coração
No meu quintal tem Flores onde moram as Fadas
No meu quintal mora um Dragão
No meu quintal tem abelhas e pássaros que falam comigo
No final do meu quintal
Existe uma casa
Mas eu não sei quem mora lá
sexta-feira, outubro 16, 2009
Buzinas
Buzinam e buzinam e as sirenes não cessam!
O barulho perturba o meu sono e os meus sonhos!
As luzes não param de girar em volta do meu corpo
E as palavras de "pare!" gritam nos altos falantes e nos mega fones
A onde está a velha musica que era pra dentro
E o canto dos pássaros que é de dentro pra fora
Como tem que ser, pois não poderia fazer diferente
Mas não! Insistem nas buzinas e nas sirenes!
Apelam para nossas famílias
E nosso sangue do dia-a-dia!
Vestem Satã com as roupas de um Deus morto
Na até então calada da noite
Os gritos de alerta gritam na cabeça de todos
"É CADA UM POR SI!"
E o toque de recolher vem cedo
No primeiro tapa sacana do médico viciado
E entrega com as mãos mais limpas que a consciência do mundo
Um recém nascido nos braços de uma mãe em torpor
É proibido buzinar nos hospitais
Mas até lá já são buzinas de mais
E o ruído do mundo permanece
Mesmo em todo aquele silencio surdo
O barulho perturba o meu sono e os meus sonhos!
As luzes não param de girar em volta do meu corpo
E as palavras de "pare!" gritam nos altos falantes e nos mega fones
A onde está a velha musica que era pra dentro
E o canto dos pássaros que é de dentro pra fora
Como tem que ser, pois não poderia fazer diferente
Mas não! Insistem nas buzinas e nas sirenes!
Apelam para nossas famílias
E nosso sangue do dia-a-dia!
Vestem Satã com as roupas de um Deus morto
Na até então calada da noite
Os gritos de alerta gritam na cabeça de todos
"É CADA UM POR SI!"
E o toque de recolher vem cedo
No primeiro tapa sacana do médico viciado
E entrega com as mãos mais limpas que a consciência do mundo
Um recém nascido nos braços de uma mãe em torpor
É proibido buzinar nos hospitais
Mas até lá já são buzinas de mais
E o ruído do mundo permanece
Mesmo em todo aquele silencio surdo
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