terça-feira, janeiro 18, 2011

O Grimório do Poeta pt. I

-Sobre o agora.

As peças mudam de lugar, a disposição das coisas, com o tempo, tendem naturalmente a encontra um equilíbrio. São as questões que perdem o sentido quando algo muda, restando para nós, apenas continuar seguindo e esperando que novos argumentos surjam em nossas vidas, através do presente.

A mudança está no presente. A constante organização do universo. Concebemos essa organização como caos, pois não somos educados para compreender o paradoxo, a entropia cósmica do planeta e da vida social dos humanos.

Dessa forma a vida é imposta a todos, sem distinção, como uma forma sistêmica e coordenada. Onde a rebeldia é uma fase e os abusos são apenas para entretenimento. Sentimo-nos seguros dentro dessa falsa ordem.

E é essa falsa segurança, que camufla o medo, que pode facilmente, e nesse caso, naturalmente, levar a degradação total da harmonia do ser humano, realçando dessa forma, sua natureza mais perversa, ocasionando; guerra, fome, miséria e colapsos no próprio sistema.

Mas as peças estão constantemente mudando de lugar. O presente e o tempo estão livres da tentativa de controle do ser humano, e quando mais tentamos controlá-los, mais presos ficamos a uma falsa realidade.

Em contra partida, quando nos vemos livres dessa falsa sensação de poder para com o tempo, o presente nos revela uma incrível percepção da natureza e do caos. E é essa percepção que nos revela o poder de mudança consciente que temos, de alterar drasticamente nosso ambiente, inclusive outros seres humanos.

E como a destruição, pode nos parecer algo tão belo.




5 comentários:

♫ Angélica ♥ Kawai ♪ disse...

Parece a mente de um Psicopata....
"Jisuis"

Garoto Identidade disse...

Blog massa, Acessa o meu tbm: www.garotoidentidade.blogspot.com

Garoto Identidade disse...

Blog massa, Acessa o meu tbm: www.garotoidentidade.blogspot.com

Cherfem disse...

Adoro o que você escreve.. e compreendo muito oq diz..!

Barbara Moraes disse...

O controle do tempo pode ser perigoso, lindo e no fim das contas, satisfatório.