quarta-feira, maio 06, 2009

Simetrico

As cadeiras simétricas
Que desencadeai metros
Em padrões de miragem

A Alma frenética
Em transe discreto
Nos catetos do teto

Tanto toque
Quanta a retórica
E o agrave do beijo
O corpo estático

O ângulo Agudo da vaidade
Os labios se travam na face

Seus braços se entregam de perto
As pernas se entrelaçam no ego
O espírito se encharca na pratica

Os olhos se retiram da orbita
Os dedos retraem-se no lençol

A carne da metade da discórdia
Entrando em caso com a razão

Entre delírios e suspiros
Tanto contexto e alivio
E o retorno da visão

O corpo em pedaços
O espírito impecável
E as pupilas
Dilatam-se no pecado

Do antes em flertes com o presente
E as simetrias que insinuam interesse

Entre o descaso com o estado do mundo
Realidade trincada em atos
Do prazer e a indiferença de tudo.


6 comentários:

Ferdi disse...

Dan, que intenso.
"Do prazer e a indiferença de tudo."
Gostei muito, vou usar e mentir que é minha. :D
Mentira, não que eu gostei, mas que vou mentir que é minha.

Dan, você escreve parecido com uma prima minha.

www.vestindoletras.blogspot.com

E ela escreve muito bem, ganha prêmios e tudo mais.
Recomendo. :*

Katrina disse...

é prá se perder aí

Anônimo disse...

já nãe era em tempo.. ;]
Saudade, muito bom!

analisar um poeta é algo engraçado!
talvez nem se deva..
pá.

Lua disse...

Eu não sei o que digo. Vou ler de novo. E de novo... mesmo.

Laís de Ponte disse...

gostei do seu blog!
;**

(L) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.