quinta-feira, agosto 23, 2007

Queda ao céu

Nas margens de um templo
De um reino esquecido

As mãos voltadas ao céu
Ensandecidas

Olhar vibrante do coração
Inebria o caminho

De um tiro ao espaço
Atiro-me as rochas

Vagas, as sereias vagantes
Entre descrenças de um mundo

Entre dor e prazer de uma queda
No fundo das águas
Profundezas da incompreensão.

Subo aos céus.

E olho de baixo a cima
De cima a baixo
Por traz da estrutura construída

Amor e crença
Pecado e perdão
Dor e estases de felicidade

Entre o sangue do meu corpo
Misturam-se nele, águas e estrelas.
Acho que vi Ismalia sorrindo

Viro ar, viro terra, alimento, pedra
Água e calor, combustível, fóssil, torpor

Entre reinos esquecidos
Ergo as mãos ensandecidas
E clamo por perdão da vida
De quem ainda está adormecido.

4 comentários:

Bárbara disse...

Deve ser dificil. esse alívio é profundo, a dor torna-se tão prazerosa que passa vagarosamente.. mas (sempre tem o mas), não é necessário, existem mais formas de prazer, até na solidão.

Fernanda disse...

Dan, te imagino sempre com uma armadura, montado em um cavalo, me dizendo tchau e partindo para a guerra entre o bem e o mal, a cena é essa, mas no contexto todo temos bruxos e animais com poderes.. te imagino.. de diversas formas !

Fernanda disse...

vestimentas medievais, claro, uma armadura bonita..

Mariah disse...

nunca é tarde para o perdão